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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chico Prieto rema de Floripa até Garopaba de StandUp Paddle

Chico Prieto é um daqueles caras que podemos chamar de Water Mans. Seu contato com o mar é muito forte. Chiquinho surfa desde os 03 anos de idade, é professor de surf da Escola de Surf Vento Sul, em Garopaba, pratica e dá aulas de Stand-Up Paddle, surfa com pranchinha, com longboard e com seus SUPs. Ele também faz Tow-in e se dedica a travessias oceânicas.

Em sua última travessia com o Stand-Up, Chico remou sozinho da Praia da Armação, em sul da ilha de Florianópolis, até a porta da sua escola, que fica em Garopaba, 30 km de distância da Armação. Uma remada longa, demorada e que exige muito preparo físico e psicológico.

Seguem alguns relatos que o próprio Chico fez da travessia.

“Durante a sexta feira fiz uma varredura nos sites de previsão do tempo, ondas e vento porque eu dependia de uma condição metereológica específica para concluir o percurso de mais de 30 Km.Também tentei contato para convidar algum amigo interessado em participar do trajeto mas infelizmente não consegui ninguém para ir junto, e optei por ir sozinho mesmo” diz Chico Prieto.

“Acordei no sábado fiz uma alimentação adequada garantindo energia para ficar horas em alto mar remando.As nove da manha já estou na beira da praia arrumando e checando tudo para fazer a jornada, mas olho pro mar e não vejo onda alguma, mas o coração bate forte e a adrenalina pega .Não sei se e pelo sentimento do desconhecido, pela distancia da costa ou pelo objetivo de chegar, mas essa sensação foi muito boa mesmo”.

“Comecei a remada saindo da praia do Pântano do Sul e logo na saída já vi que o bicho ia pegar, porque o mar estava bastante batido e a remada não rendia muito.Levei bastante tempo até chegar em frente a Ilha do Papagaio, onde peguei a corrente da barra sul vazando em direção ao alto mar e vento noroeste jogando pra fora. Fiquei quarenta minutos remando sem parar com o bico apontado para o continente. Até que fiquei alinhado com a ilha do coral onde a corrente diminuiu e eu consegui voltar para minha rota .Confesso que nesse momento fiquei muito apreensivo”.

“Às 11 da manhã o vento nordeste começou a soprar forte, como já era previsto, e o mar começou a ficar balançado e com muitas ondas. A favor do vento, cheguei em Garopaba depois de 6 horas e 20 minutos de remada”.

“A chegada é sempre o melhor momento. A sensação de superação, o objetivo concluído e a vontade de já planejar uma próxima remada. Agora é tomar um banho quente, fazer uma sessão de alongamento, comer e descansar”.



Chico Prieto é estudante de agronomia e professor de Surf e de Stand-Up na Vento Sul, em Garopaba fez, se não a maior, uma das maiores travessias já realizadas aqui no Brasil. Remou da Ilha de santa Catarina, até Garopaba., no continente, por 30 km, e fez um tempo de 6 hora e 20 minutos. A remada foi testemunhada na saída por um grupo de amigos do Chico, e na chegada pelos amigos da Vento Sul. Acompanhando todo o trajeto, de carro, veio o Gonzalo “Laucha” Martinez, professor de Kite e Wind Surf da Puerto Jerivá.

Ainda não foi especulado se essa foi ou não a maior travessia oceância já realizada com um Stand-Up Paddle, mas seria legal que o feito seja conhecido e reconhecido. Afinal não é todo dia que alguém se joga sozinho no oceano para remar 30 kms, em mar aberto.

Por:
Dadá Souza
dadasouza@hotmail.com

http://ventosulnagaropaba.blogspot.com/


Abaixo as fotos de Chico Prieto Saindo da Praia da Armação, em Florianópolis.





segunda-feira, 28 de junho de 2010

Travessia GAROPABA / GUARDA DO EMBAÚ de Stand-Up

Os praticantes de Stand-Up Chico Prieto, da Escola de Surf vento Sul, e Felipe Goettems, de Porto Alegre fizeram uma remada nada fácil agora em junho. Aproveitando o swell e o ventos do quadrante sul, os dois resolveram fazer uma travessia da praia central de Garopaba até a praia da Pinheira, ao lado da Guarda. Uma remada de 16km de remando pelo mar.

Segue os relatos da travessia:

"Era sábado, dia 05 de junho e o vento sul soprava forte. Eu estava em Florianópolis quando liguei para o Chico para conferir as condições: “tá um ventão aqui. Dá para fazer a travessia. Coloquei a minha 12’6 no reck e toquei para Garopaba, só pensando na adrenalina do passeio. Sabia que o mar estava em transformção e ainda não havia subido tudo que iria subir, as previsões de ondas grandes eram para o domingo, somente, o que facilitava, em tese, nossa empreitada.

Cheguei na casa do Chico, na beira da praia de Garopaba depois das 14hs, rapidamente arrumamos nossas coisas, ajeitamos a camera, pegamos água, GPS e fomos para a água correndo, uma vez que os pescadores estavam na praia e proibiam a entrada na água devido a pesca da Tainha.

Entramos na água 14h40, deixando apenas 3hs de luz para a gente remar até a Pinheira.

O vento sul/sudeste estava na casa dos 30, 35km/h e pegava a gente, por vezes, meio que na lateral, tirando o equilibrio. Além disso, a ondulação de sul estava entrando forte, mas ainda não estava alinhada, deixando o mar muito mexido. Logo percebemos que não iria dar tempo de chegar na Pinheira, pois há 3km da costa, as condições eram extremas para remar e não estavamos com velocidade suficiente para vencer a distância até o destino. Mudamos os planos e resolvemos sair na guarda, 3 km antes, mas alguns problemas nos aguardavam: pescadores e o swell de sul, que fecha o canal na Guarda. Para piorar, não sabíamos que tamanho estavam as ondas na praia. No caso de sair na Pinheira, não teríamos estes problemas, pois lá não entra nenhum swell, é uma praia portegida e sem os temidos pescadores da Guarda.

A tensão foi aumentando a medida que nos aproximávamos do costão, pois as ondas batiam com força nas pedras, fechando o canal e mais de uma dúzia de pescadores nos observavam. Depois de um grande esforço, 2h30 de remada e já com muita pouca luz, chegamos até o line up da Guarda, que já apresentava um metrão de onda, com o canal fechado. A galera no costão gritava a cada onda que entrava e depois de aguardar o momento certo, remamos entre duas séries e saímos sem maiores problemas. Remamos pelo rio até um ponto onde saímos com segurança da água para aguardamos nosso resgate.

A experiência foi alucinente".

Palavras de Felipe Goettems